Kit Emergência Canárias 2025: Vulcão, Calima, Isolamento
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Em setembro de 2021, o vulcão de Cumbre Vieja entrou em erupção em La Palma. Durante 85 dias, mais de 7.000 pessoas abandonaram as suas casas. A cinza cobriu aldeias inteiras, a cobertura móvel caiu e as lojas esgotaram máscaras e água em horas. Ano e meio antes, uma calima histórica encerrou todos os aeroportos das Canárias durante dois dias, com níveis de partículas 20 vezes acima do limite da OMS, segundo os registos de qualidade do ar da AEMET.
Se vive nas Canárias, o seu kit de emergência não pode ser igual ao de alguém em Madrid ou Lisboa. As ameaças são diferentes, o isolamento é real e as 72 horas que a Proteção Civil recomenda para o continente ficam curtas quando não há estrada para a Península.
Por que razão as Canárias precisam de um kit de emergência diferente do resto de Espanha
O que deve incluir um kit de emergência nas Canárias? Um kit de emergência para as Canárias deve cobrir três ameaças que não existem no continente: vulcões ativos, calima severa e isolamento insular. Inclui máscaras FFP2, óculos de proteção vedados, material de vedação para janelas, água armazenada para 7-14 dias, rádio de emergência com carga solar, documentos acessíveis e dinheiro em casa.
As Canárias são o único território espanhol com atividade vulcânica recente confirmada. Segundo o INVOLCAN (Instituto Vulcanológico das Canárias), o arquipélago conta com pelo menos cinco vulcões historicamente ativos: Cumbre Vieja, Teide, Timanfaya, Teneguía e o vulcão submarino Tagoro. A erupção de 2021 não foi excecional, mas sim a mais recente de uma série que se repete a cada poucas décadas.
Mas os vulcões não são a única ameaça. A calima severa pode paralisar as ilhas durante dias. E por baixo de ambas está o fator que muda tudo: o isolamento marítimo. As Canárias importam mais de 90 % dos alimentos que consomem. Quando as rotas marítimas e aéreas se cortam, não se pode meter o carro e conduzir até outra comunidade autónoma.
O nosso processo e transparência: não vivemos nas Canárias. Este guia baseia-se em fontes oficiais (INVOLCAN, PEVOLCA, AEMET, Cruz Vermelha, IGN), testemunhos publicados de residentes de La Palma durante a erupção de 2021 e de canários que viveram a calima de fevereiro de 2020, fóruns de preparacionismo com experiência insular e dados operativos contrastados sobre rendimento de máscaras com cinza, autonomia real de rádios solares e degradação de água armazenada em condições domésticas. Quando incluímos dados de uso de produtos, provêm de fichas técnicas do fabricante corrigidas com experiências de utilizadores reais publicadas em fóruns e avaliações verificadas.
72 horas não são suficientes: por que razão nas ilhas se precisa de 7 a 14 dias de autonomia
Resposta rápida: No continente, 72 horas de autonomia bastam porque as linhas de abastecimento por estrada se restabelecem em três dias. Nas Canárias, a dependência total de portos e aeroportos exige reservas de 7 a 14 dias. A Cruz Vermelha recomenda pelo menos duas semanas de medicação para lares insulares.
No continente, a Proteção Civil recomenda kits de 72 horas porque em três dias se restabelecem as linhas de abastecimento por estrada. Nas Canárias, essa lógica não funciona. A dependência total de portos e aeroportos faz com que uma interrupção do transporte impacte os abastecimentos em 48-72 horas. E se coincidirem erupção vulcânica e calima, o isolamento multiplica-se.
A Cruz Vermelha recomenda que os lares em ilhas mantenham reservas de medicação para pelo menos duas semanas. O mesmo se aplica a água, comida e fornecimentos básicos. O cálculo real para as Canárias é de 7 a 14 dias.
Após rever o que aconteceu em La Palma, o padrão repete-se: as famílias que tinham reservas para uma semana puderam concentrar-se em gerir a emergência em vez de procurar fornecimentos básicos em lojas que já estavam vazias. As que dependiam de compras diárias encontraram prateleiras vazias poucas horas após a ativação do alerta.
Vulcões nas Canárias: o que La Palma nos ensinou sobre preparação
A erupção de Cumbre Vieja deixou lições concretas. Não foi só lava e cinza: o IGN (Instituto Geográfico Nacional) registou mais de 10.000 sismos entre julho e dezembro de 2021, muitos percetíveis para a população. As lojas esvaziaram-se em horas. Como assinalou Nemesio Pérez, diretor do INVOLCAN, em declarações aos media canários durante a crise de 2021: “Não é uma questão de se haverá outra erupção, mas de quando.”
As ilhas ocidentais — La Palma, Tenerife, El Hierro — têm maior risco vulcânico, mas nenhuma ilha do arquipélago está livre de atividade sísmica associada ao vulcanismo.
A cinza vulcânica não é pó: é vidro moído microscópico

Em resumo: a cinza vulcânica não é pó, é sílica (partículas de 1-100 micrómetros) que irrita olhos, pulmões e pele. As cirúrgicas não a retêm. Proteção mínima: FFP2 homologada CE (filtração superior a 94 %); em ilhas com vulcão ativo, FFP3 (superior a 99 %).
Isto é o primeiro que há que entender. A cinza que um vulcão expulsa é composta por partículas de sílica entre 1 e 100 micrómetros. Irrita os olhos, os pulmões e a pele. Com exposição prolongada sem proteção, pode provocar silicose, porque a sílica cristalina incrusta-se no tecido pulmonar e provoca uma reação inflamatória que o corpo não consegue reverter.
O erro mais repetido durante La Palma foi precisamente este: muitos residentes só tinham máscaras cirúrgicas que sobraram da pandemia. As partículas finas de cinza atravessam-nas sem problema, porque as cirúrgicas não vedam contra a cara e têm uma filtragem de partículas muito inferior ao necessário para cinza vulcânica. A proteção mínima é uma máscara FFP2 homologada CE, que filtra mais de 94 % das partículas no intervalo de tamanho da cinza. Se vive numa ilha com vulcão ativo ou tem problemas respiratórios prévios, o recomendável é FFP3 (filtragem superior a 99 %).
Um dado que os fabricantes não lhe dizem: com cinza vulcânica densa, uma FFP2 satura-se visivelmente em 3-4 horas. Fica cinzenta e a eficácia baixa. O fabricante indica uso de 8 horas, mas com cinza real há que trocá-la muito antes. Além disso, as máscaras armazenadas mais de 3 anos perdem elasticidade nos elásticos e a vedação facial falha — convém fazer a rotação do stock a cada 2-3 anos. Um lenço húmido sobre o nariz reduz algo a exposição se não tiver outra coisa, mas não é proteção real. Para uma família de 4 pessoas durante 14 dias precisa de um mínimo de 56 máscaras. Um pack de 50 FFP2 custa cerca de 15 euros; dois packs são a recomendação realista.
Máscaras FFP2 CE Pack 50 Unidades
FFP2 homologadas CE. Protegem contra cinza vulcânica e partículas de calima

Também precisa de óculos de proteção com vedação completa. Os óculos de sol não servem: a cinza entra pelos lados e causa conjuntivite química. Procure modelos com ventilação indireta — grelhas cobertas com filtro antiembaciamento — para que não embaciem com o calor canário. Um truque que vem do mergulho: aplique sabão líquido no interior do vidro e deixe secar antes de usar. Reduz o embaciamento significativamente.
Aviso de segurança importante: as FFP2 filtram partículas, mas não gases. Os gases vulcânicos como o dióxido de enxofre (SO2) são invisíveis, mais pesados que o ar e acumulam-se em zonas baixas e caves. Para proteção contra SO2 seriam necessárias máscaras com filtro de carvão ativado, algo pouco realista para a população geral. Se detetar cheiro a ovos podres — sinal de sulfureto de hidrogénio (H2S) —, abandone a zona imediatamente: o H2S pode causar inconsciência rápida em concentrações altas. A melhor proteção contra os gases é manter-se em interiores com as janelas vedadas.
Como vedar a sua casa contra a cinza e os gases vulcânicos
Vedar uma habitação não é complicado nem caro, mas é preciso ter o material preparado antes de a emergência chegar:
- Compre fita de pintor larga (48 mm), tipo 3M verde ou azul. Veda bem, não deixa resíduo e retira-se sem danificar caixilhos nem pintura.
- Arranje plástico de obra (película de polietileno de 2x3 metros). Fixe o plástico com a fita ao caixilho exterior de cada janela, cobrindo toda a superfície.
- Coloque toalhas húmidas nas frinchas das portas que deem para o exterior.
- Não abra janelas nem portas desnecessariamente enquanto durar o episódio.
- Se tiver ar condicionado, coloque-o em modo de recirculação, nunca em ar exterior.
O custo total para vedar um apartamento de 80 m2 com 6 janelas e 1 porta: 13-20 euros em materiais. O tempo: cerca de 40 minutos se tiver tudo à mão, facilmente mais de uma hora se estiver nervoso em plena emergência. Convém praticar pelo menos uma vez — quando a emergência chega não é o momento de improvisar.
Um erro frequente: não varra a cinza a seco. Levantar cinza seca cria nuvens de partículas que pode respirar durante horas. Humedeça sempre com água antes de recolher, e use máscara e óculos durante a limpeza. E um detalhe que pouca gente tem em conta: a cinza vulcânica acumulada no telhado pesa muito quando se molha. Um centímetro de cinza húmida acrescenta cerca de 20 kg por metro quadrado. Se a sua cobertura não for robusta, convém retirar a cinza antes de chover.
Se quiser ter bem coberto o material sanitário, o nosso guia sobre como montar um kit de primeiros socorros de emergência completo cobre os produtos essenciais, especialmente lavagem ocular e anti-histamínicos.
O que fazer quando a calima se torna emergência sanitária
O essencial: vede janelas com fita e plástico, use máscaras FFP2 (as mesmas que para a cinza), tenha colírio para a irritação ocular e aumente a sua reserva de água em 30-50 %. Ar condicionado em recirculação, nunca em ar exterior.
A calima de fevereiro de 2020 apanhou desprevenidos muitos canários. Pensavam que duraria umas horas. Foram mais de 48 horas com aeroportos encerrados, visibilidade abaixo de 100 metros e uma qualidade do ar que ultrapassou os 1.000 ug/m3 de PM10 — quando a OMS recomenda não passar de 50 como média diária. As urgências respiratórias multiplicaram-se por quatro, segundo o Colégio de Médicos de Las Palmas. E a AEMET adverte que estes episódios aumentaram em frequência e intensidade nas últimas duas décadas.
Há um aspeto que costuma passar despercebido: a calima não é só um problema de visibilidade. As partículas de poeira sariana transportam bactérias, esporos fúngicos e pesticidas agrícolas do Sahel. Ao contrário da cinza vulcânica (que é essencialmente mineral inerte), a poeira sariana tem uma componente biológica que pode agravar as reações alérgicas e respiratórias acima do que sugere a concentração de partículas por si só.
Proteção respiratória e ocular: as mesmas máscaras, dupla utilização
As máscaras FFP2 que compra para a cinza vulcânica servem igualmente para a calima. Mesmo investimento, dupla função. Com o calor canário — acima de 30 graus —, as FFP2 padrão tornam-se sufocantes. Os modelos “bico de pato” ou “3D” separam o tecido da boca e toleram-se melhor para uso prolongado.
Tenha em casa colírio e soro fisiológico em monodoses. A irritação ocular é o sintoma mais frequente durante episódios de calima. Não esfregue os olhos: lave com soro. Se a irritação não ceder, dirija-se às urgências.
Para pessoas com asma ou DPOC, a calima é especialmente perigosa. Consulte o seu médico para ter um plano de ação antes de o episódio chegar e assegure-se de que tem inaladores de emergência acessíveis e em quantidade suficiente. Os grupos de risco incluem também maiores de 65, crianças menores de 5 e grávidas.
Para medicamentos sujeitos a receita como inaladores, a dose é prescrita pelo seu médico. Não se automedique nem modifique a pauta por sua conta. Inclua no kit a medicação habitual com margem de pelo menos duas semanas, e reveja as validades a cada seis meses.
Vedar a habitação e aumentar reservas

A vedação da habitação com fita e plástico funciona exatamente da mesma forma que para a cinza vulcânica. Aprende-se a fazê-lo uma vez e serve para as duas emergências. Coloque o ar condicionado sempre em recirculação.
O que muda com a calima é o consumo de água. O ar quente e seco desidrata mais do que o habitual: aumente a sua reserva em 30-50 %. Para uma família de 4 pessoas com reserva de 7 dias a 4 litros por pessoa e dia, precisa de um mínimo de 112 litros. Com a margem extra pela calima (30-50 %), sobe para 145-170 litros. Quatro ou cinco bidões de 25 litros cobrem essa necessidade. Os bidões rígidos retangulares com torneira são a solução mais prática para apartamentos canários: empilham bem, cabem debaixo de camas e a torneira permite servir sem contaminar o resto.
Um dado-chave: a água da torneira armazenada perde o cloro residual em cerca de 4 dias e desenvolve microrganismos. Isto acontece porque o cloro livre evapora-se progressivamente, e sem ele não há barreira contra a proliferação bacteriana. Trate-a com pastilhas de purificação ou renove-a a cada 6 meses. Nas ilhas orientais — Lanzarote, Fuerteventura —, a água de dessalinização tem um sabor forte que melhora repousando 24 horas em bidão aberto antes de fechar. Nas ocidentais vem de galerias com menos sabor a cloro, mas precisa do mesmo tratamento para armazenamento prolongado.
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20 litros com torneira integrada, apto para uso alimentar. Empilhável e resistente a impactos
Para adaptar a base do seu kit às quantidades que precisa nas Canárias, o nosso guia completo de kits de emergência para famílias inclui os cálculos detalhados.
Plano de emergência insular: o que muda quando não se pode sair de carro
Durante as primeiras 48 horas da erupção de Cumbre Vieja, a cobertura móvel falhou em amplas zonas de La Palma. Sem internet nem WhatsApp, o rádio foi o único meio de informação fiável. A RNE e a Canarias Radio emitiram 24 horas com rotas de evacuação, pontos de acolhimento e alertas de qualidade do ar.

Um rádio de emergência com carga solar e manivela é imprescindível no kit canário. Segundo os testes de utilizadores em fóruns de preparação insular, com 6 horas de sol direto numa varanda orientada a sul, a bateria chega a cerca de 55 % — longe da “carga completa” que prometem as caixas da maioria dos modelos. Com a manivela, 3 minutos de rotação contínua dão para cerca de 17 minutos de escuta em FM a volume médio; após um minuto a rodar, o braço pede descanso. A função de carga USB para o telemóvel é quase decorativa: 15 minutos de manivela acrescentam apenas cerca de 4 % de bateria a um smartphone padrão, o justo para enviar umas mensagens. Se depende do rádio como única fonte de informação — que foi exatamente o que aconteceu em La Palma quando caiu a cobertura móvel —, a carga solar é a sua aliada desde que o deixe ao sol desde primeira hora. A manivela é a reserva, não o plano principal. Um detalhe importante: a antena telescópica é o ponto fraco da maioria dos modelos — guarde-a sempre recolhida porque se parte com facilidade.
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Este é o plano básico que toda a família canária deveria ter preparado:
- Conheça as rotas de evacuação do seu município. O PEVOLCA (Plano Especial de Proteção Civil e Atenção de Emergências por Risco Vulcânico nas Canárias) define zonas de exclusão e rotas para erupções. A Proteção Civil do seu município tem as rotas para as restantes emergências. Consulte-as antes de precisar delas.
- Identifique pontos de embarque de emergência: portos e heliportos da sua ilha. A evacuação insular pode ser marítima ou aérea.
- Combine um plano de comunicação familiar. Se a cobertura cair, cada membro da família deve saber onde se reunir sem necessidade de se telefonarem.
- BI e passaporte sempre acessíveis. Uma evacuação para outra ilha ou para o continente requer identificação. Famílias evacuadas de La Palma que tinham documentos acessíveis puderam tramitar ajudas mais rapidamente do que quem perdeu documentação na erupção.
- Dinheiro: 200-500 euros. Durante os primeiros dias da erupção de La Palma, multibancos e terminais de pagamento deixaram de funcionar nas zonas com cortes elétricos.
- Número de emergências: 112. Além disso, tenha à mão os telefones da Proteção Civil da sua ilha e do Cabildo insular.
A experiência de La Palma confirmou algo que os planos de Proteção Civil repetem constantemente: ter um kit comprado sem o ter revisto, sem plano de evacuação ensaiado e sem saber como usar cada elemento é quase o mesmo que não ter nada. As famílias que tinham praticado o seu plano reagiram com mais calma e perderam menos tempo nas primeiras horas críticas.
Para organizar um plano completo com a sua família, o nosso artigo sobre o plano de evacuação familiar passo a passo detalha pontos de encontro, rotas alternativas e funções familiares.
Perguntas frequentes sobre emergências nas Canárias
As máscaras cirúrgicas servem para a cinza vulcânica?
Não. A FFP2 é o mínimo (filtragem superior a 94 %). Se durante uma emergência ficar sem FFP2, uma alternativa temporária é um lenço de algodão húmido dobrado várias vezes sobre o nariz e a boca, embora a sua filtragem seja muito inferior. Nas Canárias, as farmácias costumam esgotar máscaras nas primeiras horas de uma emergência, por isso a chave é tê-las compradas antes. Drogarias e lojas de bricolage também vendem FFP2 homologadas CE para uso industrial, e costumam manter stock quando as farmácias já estão vazias.
Quantos dias de reservas devo ter em casa se vivo nas Canárias?
Entre 7 e 14 dias. Se tem animais de estimação, some 0,5-1 litro de água diário por animal e tenha ração para pelo menos 10 dias. Para pessoas com dietas especiais (celíacos, diabéticos, bebés com leite de fórmula), calcule as reservas específicas em separado: estes produtos costumam ser os primeiros a desaparecer das prateleiras quando há compras de emergência. As ilhas menores (El Hierro, La Gomera) têm menos capacidade de armazenamento nos supermercados e as prateleiras esvaziam-se mais depressa do que em Gran Canaria ou Tenerife.
O mesmo kit serve para vulcões e para calima?
A base é a mesma: máscaras, óculos e material de vedação cobrem ambos os cenários. A diferença principal está em que a cinza vulcânica exige mais quantidade de máscaras (saturam-se mais depressa do que com calima) e atenção aos gases, enquanto a calima dispara o consumo de água e a irritação ocular. Um truque prático: guarde o kit de vedação (fita e plástico) já cortado à medida das suas janelas. Em plena emergência, esses minutos de preparação fazem a diferença.
Quanto custa montar um kit de emergência adaptado às Canárias?
A base do kit de emergência parte de 50-150 euros. Os complementos específicos para as Canárias — máscaras FFP2 (~15 euros o pack), óculos de proteção (~10 euros), fita e plástico de vedação (~15 euros), bidões de água (~30 euros) — somam 70-100 euros adicionais. Total orientativo: 120-250 euros para uma família de 4 pessoas.
De quanto em quanto tempo há que renovar o kit de emergência nas Canárias?
Reveja o kit pelo menos uma vez por ano. As máscaras FFP2 perdem elasticidade nos elásticos após 3 anos e a vedação facial falha. A água armazenada perde o cloro residual em poucos dias e deve ser tratada com pastilhas de purificação ou renovada a cada 6 meses. Verifique também as datas de validade de alimentos e medicamentos.
O que faço se estiver nas Canárias durante uma erupção vulcânica e não puder sair da ilha?
Siga as indicações do PEVOLCA e do 112. Vede a sua habitação com fita e plástico para se proteger da cinza, use máscaras FFP2 ou FFP3, não saia se não for imprescindível e mantenha o rádio de emergência ligado para informação atualizada. Se detetar cheiro a ovos podres (sinal de sulfureto de hidrogénio), abandone a zona imediatamente.
Preparar-se é conhecer o seu território
As Canárias têm vulcões ativos, calima cada vez mais frequente e um isolamento marítimo que transforma qualquer emergência em algo mais prolongado do que no continente. Não é preciso ser alarmista para o reconhecer: é geografia, não paranoia.
O mínimo que deveria ter: máscaras FFP2 para toda a família, óculos de proteção vedados, fita e plástico para vedar janelas, água armazenada para 7-14 dias, um rádio de emergência, documentos acessíveis e dinheiro em casa. O custo é modesto. A diferença que pode fazer não é.
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Perante qualquer emergência real, siga sempre as indicações da Proteção Civil, do PEVOLCA e dos serviços de emergência (112). A informação deste guia é orientativa para a preparação preventiva e não substitui as instruções das autoridades nem o aconselhamento de profissionais de saúde.
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